Perco todo o meu tempo em pensamento
E ainda assim me vejo plena
Plenamente serena
Uma mulher pequena
Que não se arrepende
E que sempre pende para o lado do amor
Que acende, brilha, queima e não apaga
Que vem à alma e afaga o coração cheio de dor
Sou o sopro da flauta nada doce
Sou o lamento no "e se fosse"
Sou o ponto final que interpretastes mal
Na verdade, sou uma vírgula
E, algumas vezes, um pouco sem sal
Mas o que vem no vento é vida e não lamento
Apenas penso
E repenso
Mas não lamento
O que eu fui foi
O que eu sou é
E o que eu serei será
Até lá, tudo o que posso fazer é pensar
Penso, logo não lamento.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Não quero amar, mentindo
Mas que verdade pode haver em tuas palavras? Sabemos quantas vezes disse que me amava somente para não perder o momento magnífico que vinha dançando nos astros. E do que todas essas vezes adiantaram senão apenas para me fazer sorrir por uma mentira? E eu devia saber que era apenas mais uma outra mentira como a vida já está acostumada a esperar. Que verdade há nas palavras de um marinheiro? Marinheiro não é bom em casa, sabe apenas como se virar em mar agitado, em mar de tempestade. Por isso você me quis: por causa das minhas tempestades. Não me quis por mim mesma, nunca é esse o motivo.
Posto que já não quero mais amar assim, mentindo. Digo mais uma vez que estou partindo.
Pois a proposta da escrita era achar a minha faceta, ou pelo menos revelar todas que tenho. E posso não ter achado qual delas é a dominate em mim, mas a última já se revelou. Não vejo mais motivos para lhe escrever. Esta última é a que diz que já devo acreditar nas coisas que vejo, nas boas e nas ruins. E deixar as que eu não vejo - como o seu amor - para trás. Posso continuar sem saber para onde estou indo, mas agora eu vou.
Saudade
Mas se faltar destino para saudade tamanha agarra ela e dança, quem sabe eu esteja dançando também cá deste lado do mundo.
Mas aí você volta.
E como fica o meu coração mundano? Você sabe o que as pessoas sempre dirão sobre a nossa paixão. Mas...
Sim, eu te amo. Sem dor e sem pudor.
E sabe porquê? Porque quando você volta traz consigo as minhas dúvidas e as minhas certezas. Porque a paixão é movida pelas dúvidas e o amor pelas certezas. E eu, é claro, pelas contradições. E a vida pela busca incessante de um amor que queime de tanta saudade e que, ao mesmo tempo, conforte as desilusões desses tempos estranhos. E você, meu bem, é o conforto da minha alma. Porque você é muito mais que um homem, você é um poeta.
Sim, eu te amo. Sem dor e sem pudor.
E sabe porquê? Porque quando você volta traz consigo as minhas dúvidas e as minhas certezas. Porque a paixão é movida pelas dúvidas e o amor pelas certezas. E eu, é claro, pelas contradições. E a vida pela busca incessante de um amor que queime de tanta saudade e que, ao mesmo tempo, conforte as desilusões desses tempos estranhos. E você, meu bem, é o conforto da minha alma. Porque você é muito mais que um homem, você é um poeta.
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